terça-feira, 27 de outubro de 2015

COLONIZAÇÃO E DESCOLIZAÇÃO DA ÁFRICA

No século XVI, a África foi alvo de cobiça pelo povo europeu que procurava apoio em suas viagens, sendo esse ponto de circulação para quem partia para Índia e América do Sul. Os colonizadores europeus transformaram radicalmente o desenvolvimento cultural e econômico das tribos africanas, transformando a África em fonte comercial de escravos sendo os colonizadores portugueses responsáveis por essa comercialização. A posse das terras africanas pelos seus colonizadores se efetivou depois do Congresso de Berlim (1884 1885), mas essas posses não foram pacificas, pois França e Reino Unido disputaram a posse do canal de Suez e a hegemonia do Rio Nilo, que acabou pertencendo ao Reino Unido. Sem contar que a África, passou por vários impasses de guerra por partilhas de suas terras. A colonização tinha como objetivo satisfazer as necessidades sem se preocupar com os danos causados para a população local, que na maioria das vezes era vista como mão de obra e um posto para expandir suas rotas comerciais. Não se pode dizer que o interesse de usufruir o continente era apenas uma fonte de trabalho, mas cientifica e religiosa, sendo que a religião do Cristianismo e do Islã concorreram para a dominação do interior africano já que estavam perdendo força na Europa e Ásia. Durante o século 19, as duas principais religiões -Cristianismo e Islã- concorreram para a dominação do interior Africano. A região mulçumana propaga-se ao sul do norte da África e no interior a partir de bases comerciais árabes na África Oriental. As igrejas cristãs enviaram missionárias a partir de colônias europeias no sul, leste e oeste do continente, com os católicos e protestantes disputam convertidos. As consequências da colonização africana foi que os colonizadores intensificavam a diferença entre tribos, fizeram com que os povos africanos colonizados tivessem uma dependência cultural e depois que usufruíram bastante as deixaram sem auxilio. Assim começando o processo de descolonização que modificou profundamente o conceito de antes, uma África com limites próprios, organização social independente, transformando um Continente que antes viviam com uma agricultura de subsistência, para uma agricultura de interesse ao “mercado” como o costume dos colonizadores, e também o dialeto que estes perderam com o tempo passando a incorporar em seu cotidiano o modo de falar e pensar de seus colonizadores. No final da Segunda Guerra Mundial o cenário africano começou a mudar, mas de forma violenta e que em muitos países ainda permanece como herança colonial a guerra civil traçada muitas vezes por território e por disputas de governo, trazendo consequências à fome, a pobreza e a miséria da população.

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